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Quarta-feira, Dezembro 24, 2008

Qual a razão pela qual comemoramos o Natal?

“E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.” Mateus 2 verso 11.

É mais uma vez Natal, uma grande festa. Festa esta em que se celebra o Nascimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Mais uma vez as Famílias se reúnem em torno da mesa, e são feitas nos diversos lares a famosa Ceia de Natal. Mas, quantos nesse momento se lembram de Jesus Cristo, o Deus encarnado, que veio a este munto? Quantos se lembram do aniversariante?

Alguém dirá: “Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro.” Quanto ao dia do nascimento de Cristo não o sabemos. Mas, por causa disso não celebraremos o seu nascimento? Claro que celebraremos o seu Nascimento.

Jesus é a Luz que veio ao mundo. E. Jesus nasceu lá em Belém, numa pequena estalagem lá em Belém, nasceu pobre o Salvador. E, no texto que lemos vemos que os magos vieram, e o adoraram e lhe deram presentes, ou dádivas: ouro, incenso e mirra.

E, isto nos traz uma reflexão de muita importância, ainda mais no mundo de hoje aonde as pessoas são tão consumistas, que só pensam em comer e ganhar presentes.

E a pergunta que podemos fazer neste momento é a seguinte: qual a razão pela qual comemoramos o Natal? Por consumismo? Só para ganhar presentes? Ou será que estamos neste Natal dispostos a adorar a Jesus?

O Natal deve ser um momento de adoração a Jesus Cristo, devemos celebrá-lo com o intuito de adorar o Rei dos reis, o Senhor dos senhores. Pois que adianta comemorar o Natal se nos esquecermos de Jesus Cristo?

De nada adianta celebrar o Natal se esquecermos a Jesus Cristo. Este Natal deve ser um momento de verdadeira adoração a Jesus Cristo, devemos, como aqueles magos o fizeram, adorarmos a Jesus.

Mas, não devemos fazer só isso. Lembremos que aqueles magos deram presentes, deram dádivas para Jesus. E, o que temos dado para Jesus? Que presente temos dado para Jesus? Ou será que nós só estamos querendo ganhar presente, mas de dar não queremos nenhum pouco dar?

Em Apocalipse 3 verso 20, está escrito: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”

O que têm esse texto a ver com esta nossa reflexão? Têm muito a ver. Jesus está batendo a porta, e quer cear conosco. Jesus quer entrar em nossas vidas, quer fazer morada em nós, quer cear conosco, quer viver dentro de nós. E neste Natal mais do que nunca Jesus quer habitar dentro do nosso coração, dentro da nossa vida, Jesus quer neste Natal cear conosco.

Então que melhor presente que se pode dar para Jesus do que deixá-lo habitar no nosso coração, do que deixá-lo viver dentro do seu coração?

Então, neste Natal, vamos darmos o melhor presente de Natal para Jesus: vamos deixá-lo habitar mais ainda no nosso coração. Vamos chamá-lo para cear conosco, vamos convidar Jesus para vir cear conosco, vamos lhes dar os parabéns, e deixá-lo reinar dentro dos nossos corações, e com certeza este Natal será um Natal verdadeiramente Cristão, e com Cristo reinando em nossas vidas, tendo a primazia em nossas vidas.

Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

O Natal da menina pobre rica

Era mais uma época natalina, e todos começavam a prepararem as festas de final de ano, como a festa de Natal e a festa de ano novo.
E era o dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, naquela cidade interiorana. E todos se preparavam para uma festa de natal.
E, em todas as casas, as preparações para a ceia de Natal estava a todo o vapor, e todos estavam felizes.
Todos corriam de um lado para o outro para que na hora da Ceia de Natal tudo estivesse preparado.
Mas, em meio a tudo isso, havia uma menina, que vivia sozinha, não tinha casa, nem família. O pai e a mãe dela haviam morrido há cinco anos num acidente de ônibus, e todos os irmãos e as irmãs dela também haviam morrido no tal acidente, e ela não tinha parentes por aquelas bandas. O único parente que se dizia que ela tinha morava a muitos quilômetros dali, e nem sequer se lembrava dela.
E, ela vivia numa pequena barraca próxima ao rio, e ninguém dava bola para ela. Ela todo dia ia a cidade e pedia alguma coisa para poder comer, mas ninguém lha dava, e a única coisa que ela comia era das migalhas que eram jogadas fora no lixo de um restaurante.
E. ela, passando em frente a uma casa chique, olhou pela janela, e viu toda aquela mesa farta, de todas as guloseimas e coisas que ela desejava comer, mas bem sabia que não lhe permitiriam que ela comesse aquilo.
E, ela ficou a olhar com um olhar triste para tudo aquilo. E, olhou para os lados, e saiu dali com vergonha. Ninguém olhava para ela, ninguém dava bola para ela, ela vivia ali, mas era como se ela não existisse
E, já era de noite, e ela como todos ali naquela cidade, foi a Igreja para o Culto de Natal, e ela sentou-se no último banco da Igreja, e ficou ali sentada sozinha naquele banco.
Todos os outros foram com roupas chiques, menos ela. E, ela, ali sentada chorou um pouco, mas logo parou de chorar para que ninguém percebesse que ela estava a chorar na Igreja.
E, durante o Culto, o Pastor ali falou de Jesus, de como Jesus nasceu pobre, numa casinha pobre e humilde lá em Belém, e falou que Jesus ama a todos e durante a mensagem, disse o seguinte:
- Hoje, esta noite, o Senhor virá buscar sua filha amada, que todo dia têm demonstrado o amá-lo de todo o coração para celebrar o Natal com ela.
E, terminado o Culto, todos saíram e foram celebrarem o Natal em suas casas, com grande alegria, e ela ficou ali mais alguns minutos orando a Deus, e pedindo-lhe que abençoasse a todos aqueles irmãos e irmãs, e ao Pastor, e após isso, foi para sua barraca, e ali com o que tinha preparou uma pequena refeição, e agradeceu a Deus por aquela pequena refeição, por aquela pequena Ceia de Natal que Deus lha concedia ter.
E, após isto, foi-se a se deitar e a dormir. E se deitou tranqüilamente.
E, enquanto ela dormia, ali naquela barraca e no chão, só com um pequeno cobertor velho, todo rasgado, as demais pessoas ficavam fazendo festa, comendo do bom e do melhor, e nem sequer se lembravam daquela pobre menina, que nem sequer tinha uma casa para morar.
E, uma das meninas, que era duma família distinta daquelas bandas, falou:
- Eu sou a menina mais rica dessa cidade, e hoje Jesus vai me chamar para cear com ele, para participar da Ceia de Natal com ele.
- E como, minha filha. Falou a mãe dela, toda orgulhosa de sua filha.
E, naquela mesma noite, veio uma forte chuvona, uma grande tempestade, que durou até a manhã.
E, amanhecendo o dia, um Senhor Jardineiro, falou:
- Oras, minha senhora, tu sabes o que hás de ter acontecido com aquela pobre menina que todo natal passa a esta hora por aqui, e até agora não apareceu?
E, aquela senhora, lhe respondeu:
- Não sei. Mas, com certeza deves estar naquele barraco feio dela.
E, o jardineiro, lha falou:
- Não fale assim dessa pobre menina. Como bem sabeis ela não têm ninguém neste mundo. Mas, porém, ela é uma boa menina, e nunca deu problema para ninguém.
E, aquela senhora, falou:
- Só vive pedindo comida e mais comida. E nem mesmo um parente dela a quer por perto. Agora eu vou ficar indo atrás de tal menina, e cuidando da vida dela?
E, uma senhora, que por ali passava, falou:
- Alguém sabe por que tal menina pobre que sempre vai a Igreja, ainda não veio a cidade? Será que pode ter acontecido alguma coisa com ela?
E, visto que todos estranhavam o fato de ela não aparecer na cidade, foi formada uma equipe de busca para saber o que deveria ter acontecido. E, nessa equipe estavam o Pastor e o Jardineiro.
E, foram aonde ficava a barraca aonde a menina morava, mas ao chegarem viram a barraca totalmente destruída, e foram tirando os paus e tudo o que estava por cima, para verem se a menina estava ali. E, o jardineiro, falou:
- Meu Deus, que nada tenha acontecido a essa pobre menina.
Mas, apesar de tudo, de repente viram uma pequena mãozinha, e tomaram todo cuidado para tirarem os paus e madeiras que estavam em cima dessa mãozinha, para que pudessem salvarem a pobre menina, mas tendo tirado a pobre menina, e examinando para verem se ela ainda estava viva, um médico ali presente deu o diagnóstico, dizendo:
- Senhores, a nossa pobre menina, que muitas vezes nos abençoava, dizendo: "Que Deus vos abençoe", e que muitas vezes ouvíamos cantando lindas cançôes de Louvor e Adoração a Deus, e que enchia às nossas vidas de alegria, já não está mais entre nós.
E, nisto, todos tiraram o chapéu, e abaixaram a cabeça. Deus tinha levado a pobre meinina para si.
E, todos aqueles homens tristes, pegaram o corpo daquela pobre menina, e o levaram para a cidade, para fazerem o funeral e a sepultarem, e tão logo chegaram a cidade, logo toda a cidade soube do ocorrido, e pararam-se os cantos alegres e os gritos de alegria, e todos se dirigiram a igreja aonde o corpo daquela pobre menina estava sendo velado. E, a menina rica da cidade, ao ver aquela menina morta, caiu em prantos e chorou, lamentando o fato de nunca ter ajudada aquela menina.
E, o Pastor, durante o sermão proferido naquele funeral, falou:
- Irmãos e Irmãs, Jesus sempre amou os pobres e desprezados desse mundo. Essa menina nos foi dada como um presente dado por Deus. E o que fizemos? Quantas vezes a ignoramos? Quantas vezes nem demos bola para ela, e a achamos apenas um lixo? E por quê? Por causa do nosso egoísmo, do nosso orgulho, da nossa falta de amor ao próximo, porque nunca nos demos ao trabalho de buscar ajudá-la. Quem aqui alguma vez pensou em acolhê-la em casa? Quem aqui, alguma vez, lha deu roupa para vestir, comida para comer, e água para beber? Quem aqui lha deu uma palavra amiga, e a tratou com amor, benignidade, mansidão, respeito? Quem? Ninguém. Todos nós a desprezamos, a consideramos como se não valesse nada. Todos os cultos ela estava ali naquele último banco,e quieta ali ouvia a palavra, participava dos cultos, e orava a Deus abençoando a todos nós, que nem sequer merecíamos a presença dela. Mas, nós nem sequer a cumprimentávamos. E criticávamos quem a cumprimentava. E essa última noite, após ter terminado o Culto, ela ficou ali alguns minutos em oração silenciosa, e orando por todos nós, pedindo a Deus que abençoasse nossas ceias de Natal. Nunca reclamou ou falou mal de nós. Nunca maldisse alguém. Foi uma pequena menina que sempre foi grata a Deus por tudo. E até mesmo na época em que ela esteve doente, há seis meses atrás, sabem qual foi a atitude dela com toda aquela dor? Uma atitude totalmente cristã, da qual envergonhadamente, não temos tido: de gratidão a Deus por tudo, e de louvor a Deus, e de total confiança em Deus mesmo em meio a dor. E, hoje, Deus veio buscá-la para ter com ela uma ceia de Natal lá no céu com os santos e com os anjos. E, ouso afirmar-vos, irmãos e irmãs, que hoje o Senhor levou para si a menina mais rica dessa comunidade, que é essa menina pobre, que apesar de materialmente não ser rica, na realidade é muito mais rica do que nós, pois teve em toda a sua vida o amor de Cristo, e pregou o verdadeiro amor de Cristo não com palavras, mas com o seu testemunho, com os seus atos e atitudes. E hoje ela adentrou às moradas celestiais para celebrar o Natal lá no céu juntamente com Jesus Cristo.
E, enquanto faziam o funeral daquela menina pobre-rica, e a enterravam, aquela menina adentrava as regiões celestiais, e juntamente com Jesus Cristo participava do melhor Natal de sua vida, lá no céu, com Jesus Cristo, numa alegria imensa e incomparável.
E, lá todos os choros e lágrimas dela se transformaram em sorrisos de alegria incomparável.